sábado, 28 de novembro de 2009

RAF forma tripulação de helicópteros totalmente feminina para o Afeganistão


A RAF (Royal Air Force – Real Força Aérea do Reino Unido) estará enviando para o Afeganistão, nos primeiros dias de 2010, quatro militares femininas para tripular helicópteros Agusta-Westland Merlin em apoio às Forças da Coalizão Internacional que está combatendo os insurgentes Talebãs.

O pequeno grupo é composto por duas pilotos e duas loadmasters (tripulantes responsáveis pelo manejo da carga útil transportada pela aeronave e pela informação aos pilotos do que ocorre ao redor do helicóptero). Com idades que variam entre 24 e 32 anos, as militares receberam treinamento num deserto da Califórnia, Estados Unidos, com o objetivo de familiarizar-se com as inóspitas condições operacionais em um ambiente quente e densamente empoeirado como o Afeganistão.

A equipe desempenhará diversas missões, como resgate de soldados e reabastecimento de suprimentos, enfretando o riscos representados pelo fogo hostil do inimigo na região de Helmand.

As duas oficiais-aviadoras, Michelle Goodman e Joanna Watkinson, praticaram exaustivamente manobras de aproximação e evasivas, com a finalidade de adquirir habilidades suficientes para diminuir os riscos de abate pelo fogo inimigo ou acidentes durante esses procedimentos. A capitão Goodman, que serviu no Iraque por quatro vezes, foi a primeira mulher a ser condecorada com a Distinguished Flying Cross, honraria conquistada em 2008 em reconhecimento aos serviços prestados naquele país.

As duas loadmasters, Stephanie Cole e Wendy Donald, adquiriram habilidades no manejo de armas defensivas do Merlin (metralhadoras 7,62 mm), além de aprimorarem sua função de manipulação da carga útil transportada e informar os pilotos aquilo que ocorre ao redor e abaixo do helicóptero nas operações onde a visibilidade é prejudicada pelas nuvens de poeira dos desertos . A sargento Donald é a mais veterna das quatro, estando em serviço na RAF há 11 anos.

Durante uma entrevista, as quatro militares disseram estar conscientes dos riscos que estão correndo, principalmente de que seu helicóptero seja abatido ou forçado a aterrissar em território inimigo. Entretanto, foram unanimes em declarar que estão preparadas para o que pode vir pela frente.

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