quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Força Aérea da Nigéria recebe primeiro ATR 42MP

A Alenia Aeronautica entregou à Nigéria a primeira de duas aeronaves de patrulha marítima ATR 42MP Marítima Patrol (foto: Alenia Aeronautica), adquiridas por contrato assinado em março de 2010. O segundo exemplar está atualmente sendo convertido e será entregue em 2010. O contrato inclui também treinamento de pilotos em Toulouse (no ATR 42 básico) e a reconfiguração dos aviões para patrulha marítima (executada na Itália, bem como o treinamento das equipagens (que será feito na própria Nigéria a partir de 2010, de forma a que a Força Aérea local possa utilizar as aeronaves o mais cedo possível). O sistema de missão é o ATOS (Airborne Tactical Observation and Surveillance), desenvolvido pela SELEX Galileo.

O 12º Contingente do Batalhão de Infantaria de Força de Paz encerra o seu preparo

Rio de Janeiro (RJ) - O 12º Contingente do Batalhão de Infantaria de Força de Paz realizou uma cerimônia no Campo de Parada da Brigada de Infantaria Paraquedista marcando o encerramento do seu aprestamento. Participaram da solenidade o Comandante de Operações Terrestres, General Cerqueira, e o Comandante Militar do Leste, Genearal Catão, entre outras autoridades civis e militares.
Além da solenidade, foram realizadas uma escolta blindada pelo Esquadrão de Fuzileiros Mecanizado e uma demonstração de combate em localidade. O contingente ocupará a sua área de responsabilidade, em Porto Príncipe (Haiti), em janeiro de 2010.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ameaça à Amazônia causa divergência na região

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Os militares dos outros sete países sul-americanos da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica compartilham com os colegas brasileiros o temor em relação à cobiça estrangeira sobre a floresta, mas há divergências sobre a natureza dessa ameaça - o que se traduz em ceticismo sobre o papel de coordenação do Conselho de Defesa Sul-Americano, proposto pelo Brasil.

Embora a fonte da suposta cobiça esteja sempre nos EUA e na Europa, os militares do Peru - e obviamente os colombianos - não veem risco à soberania regional na presença americana na Colômbia, ao contrário do que ocorre com venezuelanos e equatorianos.

Enquanto os dois últimos grupos - e também os brasileiros - trabalham com a possibilidade de invasão da Amazônia por países ricos que pretenderiam tomar posse das riquezas naturais, entre colombianos, peruanos e bolivianos as ameaças mais citadas são a biopirataria e outros crimes transnacionais, como o narcotráfico.

As conclusões são parte de "Guardiães do Eldorado", estudo feita pela pesquisadora de temas militares Adriana A. Marques em pós-doutorado na FGV do Rio.

"Os colombianos interpretam a parceria com os EUA como meio de fortalecer a soberania nacional. Para eles, é a única maneira de estabelecerem controle sobre o próprio território", diz Adriana, que entrevistou oficiais estrangeiros da ativa que estudaram no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) do Exército, em Manaus, e comparou textos sobre o tema em publicações militares dos oito países.

Ela aponta uma unanimidade no rol das desconfianças: as ONGs estrangeiras, que "manipulariam" a população nativa. O governo de Hugo Chávez expulsou grupos que atuavam em sua porção da selva; Equador, com governo de esquerda, e Peru, com governo conservador, têm entreveros com a Amazon Watch, ONG dos EUA que fica ao lado dos indígenas em disputas sobre recursos naturais.

Outro dado comum: apesar das várias disputas territoriais ainda existentes na região, nenhuma envolvendo o Brasil, os militares em geral não veem os vizinhos como ameaça.

Eles tampouco citaram Rússia, China, Índia e França, apesar de os russos terem realizado manobras com a Venezuela; militares chineses e indianos cooperarem com Guiana e Suriname (ambos com grandes populações dessas duas origens); e os franceses possuírem um território ultramarino na Amazônia e o histórico de relações com as Forças Armadas brasileiras.

Mesmo no caso de tensão entre governos, como a que envolve Colômbia, Venezuela e Equador, a posição dos militares pareceu menos confrontacionista à pesquisadora: "Quer motivados pelo ideal bolivariano de união sul-americana ou pelo sentido de autopreservação, os militares preferem a cooperação ao conflito".

Unasul chega a um consenso mínimo de defesa regional

Texto não amainou, porém, diferenças entre Colômbia e Venezuela, que travaram a negociação por mais de 6 horas

Bogotá causou mal-estar geral ao não enviar time de primeiro escalão para a reunião extraordinária de chanceleres do organismo


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A Unasul (União de Nações Sul-Americanas) comemorou ontem ter chegado a um documento de consenso mínimo em matéria de defesa que sustenta que pactos militares com países extrarregião não afetarão a soberania e a inviolabilidade dos territórios dos Estados e estabelece que compras e exercícios militares terão de ser comunicados ao Conselho de Defesa da entidade.

Ficou evidente, porém, que as divergências entre a Colômbia e a Venezuela, que travaram a negociação por mais de seis horas, não foram amainadas na reunião extraordinária de chanceleres e ministros da Defesa da organização, em Quito, para a qual Bogotá, para mal-estar geral inicial, decidiu não mandar seu primeiro time.

Quanto ao controverso acordo militar firmado entre Washington e Bogotá para o uso de bases militares colombianas pelos EUA, o texto avança pouco: dá a garantia de que a parceria não violará a soberania territorial dos países vizinhos. O documento acrescenta que "os Estados da Unasul se comprometem formalmente" a fazer com que pactos não sejam fonte de ameaça também à estabilidade e que não terão efeito sobre nem o território nem espaço de outros Estados.

Ajudou na distensão o envio de cartas da da secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, e do chanceler colombiano, Jaime Bermúdez. Hillary reafirmou os objetivos do convênio militar, limitados a temas internos da Colômbia e respeito à soberania. A reunião ontem em Quito propôs de novo um encontro entre a Unasul e o governo dos EUA.

Na chefia da delegação do Brasil estavam o chanceler Celso Amorim e o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Amorim deixou o encontro otimista e elogiando a Colômbia. Disse que a carta do chanceler colombiano avançou no oferecimento de "garantias formais" exigidas pelo Brasil.

Até o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, afirmou que Bermúdez e Hillary deram "garantias no papel", reiterando que seguirá propondo garantias mais específicas. Mas ele criticou a ausência do principal staff colombiano e chamou o ministro da Defesa da Colômbia, Gabriel Silva, de "francoatirador louco" e "belicista".

Terroristas

O consenso de ontem impediu que o quarto encontro da Unasul em quatro meses terminasse sem acordo. O texto, a pedido da Colômbia, inclui uma condenação aos países que apoiem ou oferecem refúgio a terroristas. Há também um compromisso para rastrear o desvio de armas. O documento diz que "as situações de fronteira", que alimentam também a tensão entre Caracas e Bogotá, serão verificadas.

A pedido da Venezuela, o texto condena apoiadores de golpes de Estado - ponto que quase fez naufragar a negociação.

A reunião teve outro saldo positivo: a redução das asperezas entre Chile e Peru. Lima, que havia acusado Santiago por conta de um suposto caso de espionagem de um militar peruano a favor do Chile, comemorou o trabalho complementar dos países na Unasul. Ainda que o Peru acuse o Chile de puxar uma corrida armamentista na região, o documento urge a entidade a discutir um protocolo de paz sugerido pelo governo Alan García e um desenho de "arquitetura de segurança" complementar proposto pelo governo chileno.

Dez vezes menos

O EC-725 e o NH-90 são produtos muito semelhantes, mas o primeiro possui encomendas dez vezes menor que o segundo. Por que optamos pelo primeiro?

Existem dois projetos europeus na área de helicópteros médios que guardam muitas semelhanças entre si. Trara-se do NHi NH-90 e do Eurocopter EC-725 Super Cougar.

A Eurocopter é uma empresa estabelecida desde 1992 através da fusão da Daimler-Benz Aerospace AG (DASA) alemã com a divisão francesa de helicópteros da Aérospatiale. Ela pertence totalmente ao grupo EADS. Já empresa NHi foi formada no mesmo ano da Eurocopter, sendo controlada por esta (62.5%), em associação com a italiana Agusta (32%) e com a holandesa Stork Fokker (5,5%).

Ambas as aeronaves estão classificadas na mesma categoria e possuem características muito semelhantes. Seus motores (dois por aeronave) geram uma potência entre 2200 e 2400shp. O peso máximo de decolagem está na casa dos 11000kg e alcance próximo de 800km. Existem outras similaridades nas características e na performance deles.

Finlândia: voa o Hornet biposto convertido a partir de um monoposto

F-18 D Hornet - foto Força Aérea Finlandesa via Patria

No último dia 3 de dezembro, fez o seu primeiro voo de 51 minutos um F-18 Hornet biposto, versão D, reparado e modificado a partir de uma célula de C (monoposto) que em 2001 havia sido seriamente danificada na parte anterior da fuselagem. A “nova” parte anterior da fuselagem veio do Canadá, mas era de uma versão biposta anterior, a B. Os reparos, modificações e adaptações para chegar a um modelo D (versão biposta operada pela Força Aérea Finlandesa) foram realizados pelo grupo finlandês Patria.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Reino Unido oferece ajuda à Índia para programa de modernização de aeronaves

Modernização dos Sepecat Jaguar e licença de produção do Hawk Mk 132.

O Reino Unido ofereceu assistência à Índia na modernização de seus aviões de ataque Sepecat Jaguar IS/IM/IB e na produção dos treinadores avançados BAE Systems Hawk Mk 132, disse o Ministro da Defesa da Índia.

De acordo com a declaração do dia 27 de Novembro, Quentin Davies, Ministro para Equipamentos de Defesa e Suporte do Reino Unido, disse aos oficiais indianos que o Reino Unido está "empenhado a ajudar" a Índia na modernização dos Sepecat Jaguar e a "resolver problemas" relativos a licença de produção do treinador avançado, que está sendo realizada pela estatal Hindustan Aeronautics Limited (HAL).

Espera-se que o Ministro da Defesa da Índia envie antes do final de 2009 um Request For Proposals (RFP) para re-motorizar a frota de 120 Sepecat Jaguar da Força Aérea Indiana. Rolls-Royce e Honeywell são esperadas para oferecerem suas turbinas Adour MK821 e F125IN respectivamente.
Mais cedo este ano as duas empresas anunciaram que estavam conduzindo testes de instalação e integração de suas turbinas em estruturas de Jaguares e haviam demonstrado isso aos representantes da Força Aérea Indiana.

De acordo com a Rolls-Royce, sua turbina Mk 821, desenvolvida a partir da Adour Mk 811, não requer modificações na estrutura ou nos sistemas da aeronave. A turbina Adour foi desenvolvida pela Rolls-Royce Turbomeca e sua variante Mk 871 é produzida sob licença pela HAL para os Hawk indianos.
A HAL está produzindo as turbinas Mk 871 em sua fábrica em Bangalore, aonde vem produzindo turbinas Mk 811 desde 1981.

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